PRÓLOGOS OFICIAIS DO KOF 2003: IKARI TEAM (Leona/Ralf/Clark)

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Fronteira de um certo país – 23:00
O céu estava limpo, sem uma única nuvem, e a lua cheia brilhava na imensidão.
Vento fraco, temperatura agradável, umidade equilibrada. Sem neblina, sem névoa.
Uma noite perfeita para relaxar… mas péssima para uma infiltração secreta.
“…Pô, fala sério, Clark. Não dava pra escolher outro dia pra isso?”
“Não sou eu quem decide, pergunta pra Whip.”
“A troca da patrulha da fronteira acontece só uma vez por mês. O coronel Ralf decidiu que hoje era nossa única chance.”
“Confirmo que ele disse isso.”
“Tá vendo? Até a Leona te ouviu falando.”
“Vocês podiam, pelo menos uma vez, tentar defender o superior de vocês, né? Parem de me atacar usando lógica!”
Ainda havia um bom caminho até a zona de risco na fronteira.
Por enquanto, a tensão no grupo era leve, refletida apenas em seus olhares e postura.
Mas o verdadeiro inferno começaria em alguns quilômetros.
A luz da lua iluminava bem o terreno árido.
Os mercenários, vestidos com trajes de combate, moviam-se com rapidez, mas a sensação de estarem expostos os incomodava.
Sabiam que ninguém estava observando, mas, por instinto, seguiam de sombra em sombra, escondendo-se entre rochas e arbustos.
Ralf, com sua bandana inseparável.
Clark, sempre de óculos escuros.
Leona, calada como sempre.
Whip, segurando o seu chicote.
Os quatro avançavam em silêncio.
De repente…
“!!”
Whip, que vinha na retaguarda, parou de repente e ergueu o chicote, pronta para atacar, num momento de reflexo puro e instintivo.
Os três à frente dela imediatamente assumiram posturas de combate.
“Ei, que foi, chicotinh—”
Ralf se virou para Whip, mas algo estranho chamou sua atenção:
o espaço ao redor dela estava mais escuro que o normal.
Atrás de Whip, uma sombra imensa se expandia.
A escuridão avançava lentamente, engolindo Whip primeiro.
Depois, se estendeu até cobrir Leona, Ralf e Clark.
Em segundos, todos estavam sob aquela sombra.
“Leona, dá pra estimar a velocidade disso?”
“Pelo movimento, uns 5 ou 6 km/h.”
“Tch. Parece que estão dando um passeio por aqui… Clark, altura e tamanho do alvo?”
“Altitude de mais ou menos 1.000 metros. Quanto ao tamanho…”
“E aí, o que temos?”
“Cerca de 400 metros.”
“QUATROCENTOS?! Tá de brincadeira?”
“Tô falando sério. 1.312 pés, ou 1.320 shaku. O equivalente a 212 Ralfs.”
“Hah! Valeu. E se fosse em cigarros?”
“4.444 unidades.”
“…Que maravilha. Um balão maior que um porta-aviões.”
Acima deles, um dirigível colossal flutuava silenciosamente.
A sombra da aeronave os cobria por completo, bloqueando a luz da lua.
Provavelmente estava sem propulsão, apenas pairando. Sem nenhum som, nem movimento brusco.
A luz da lua tornava difícil distinguir sua cor, mas parecia ser um azul escuro.
Seu formato aerodinâmico exalava imponência e elegância.
“Chicotinh— digo, Whip! Você filmou isso, né?”
“…”
“Whip… droga. WHIP! Você filmou ou não?!”
“Já terminei a gravação. Dados criptografados e comprimidos. Quer que eu envie pro chefe?”
“Tecnicamente, essa nave gigante não tem nada a ver com a nossa missão… mas… fingir que não vimos também não rola. Só o fato de um monstro desses estar flutuando numa zona de perigo já é uma informação e tanto.”
“Se transmitirmos os dados agora, corremos o risco de revelar nossa posição.”
“Eu sei. Tô nessa vida há tempo suficiente pra entender o risco. Manda mesmo assim.”
“Entendido.”
Leona manteve os olhos fixos na imensa aeronave que passava lentamente.
Ela parecia estar tentando se lembrar de algo.
“…Eu já vi isso em algum lugar. Eu acho.”
“Tá viajando, Leona. Não tem como você ter visto um trambolho desses por aí.”
Ralf e Clark se entreolharam, sérios.
Era impossível que já tivessem visto aquilo antes.
Mas… existia uma sensação estranha de déjà vu…
※ ※ ※
“Lady Rose, os quatro sinais vitais detectados anteriormente voltaram a se mover. Houve uma breve transmissão de dados criptografados, há possibilidade de envolvimento com alguma organização de inteligência.”
“Entendi… alguma notícia do meu irmão?”
A voz que respondeu era jovem e feminina, mas sem um pingo de interesse na informação recebida.
No centro de comando do dirigível, várias telas e painéis estavam dispostos.
Em um deles, era possível ver a imagem de uma garota loira.
Ela falava de outro cômodo, conectada diretamente à sala de comando.
“Ele só disse que vai se encontrar conosco no Pacífico, como combinado.”
“Hmm… que tédio, hein, Guan?”
A garota chamada Rose brincava com os seus cabelos dourados enquanto falava com um leopardo negro deitado a seus pés.
O animal, como um gato doméstico, esfregava a cabeça na perna da dona.
“E sobre aqueles quatro? O que devemos fazer?”
“Não estou interessada. Apenas deixe-os para trás.”
“Sim, senhora…”
※ ※ ※
“Comandante. O torneio King of Fighters acabou de começar, simultaneamente, no mundo todo.”
“Estou ciente.”
Heidern, o mercenário de tapa-olho, estava atualmente colaborando com a Interpol, investigando os mistérios por trás do King of Fighters.
“Fiquem de olho no progresso das duas equipes que enviamos.”
“Sim, senhor. Também temos uma análise preliminar do dirigível avistado mês passado.”
“Preliminar?”
Os dados eram sucintos:
— Comprimento: 400 metros.
— Largura: 50 metros.
— Velocidade máxima: acima de 180 km/h.
— Autonomia estimada: 60.000 km.
Provavelmente, os números foram estimados com base nas imagens coletadas.
“Com tanto tempo de investigação, ainda não sabemos quem é o dono disso?”
“Pedimos desculpas, senhor. Sofremos inúmeros bloqueios, diretos e indiretos. Além disso, suspeitamos que a nave tenha um sistema de ocultação contra radares.”
“…Tudo o que temos são hipóteses?”
(Isso me incomoda… por que tenho essa sensação ruim?)
Heidern ordenou que a investigação continuasse.
Mas os relatórios oficiais só chegariam depois do fim do King of Fighters.
Mais tarde, a verdade viria à tona:
O nome daquela nave era SKY-NOAH.
E seu proprietário era…

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